quinta-feira, 27 de maio de 2010

São Luiz do Paraitinga

Por Mauricio Bernardo

A cidade de São Paulo teve a oportunidade de conhecer um pouco desta cidade histórica.
Entre segunda (10 de maio) e sexta-feira (14 de maio), o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, em São Paulo, promoveu a Semana Artístisca e Cultural São Luiz do Paraitinga. Entre as atrações, feira de artesanato, shows musicais, oficinas de bonecos, entre outras atividades com artistas da estância turística, nas dependências do edificio do SESI, localizado na Avenida Paulista, 1313. Foi a oportunidade de conhecer um pouco do artesanato da região e a cultura popular através dos contadores de causos Geraldo Tartaruga que também é artesão e Ditão Vigilio o homem que melhor conhece os Sacis que habitam nas terras de Paraitinga.
Os bonecos gigantes João Paulino e Maria Angú, que representam os fundadores da cidade também marcaram presença na Avenida Paulista, para quem não os conheciam os artistas regionais tinham o prazer de identificá-los.

Foto: Mauricio Bernardo







Ditão Vigilio - conta causos para estudantes


Passei horas agradáveis ao lado dos contadores de causos, conhecendo as estórias dos Sacis que povoam aquelas terras, a lenda de Urutáu, pássaro que é uma linda moça enfeitiçada que anda à noite em busca do seu amor. Um grupo de crianças chegou enquanto eu estava lá e logo foi chegando perto de Ditão Vigilio que contavas os seus causos, as crianças riam contagiadas pelas estórias. Os contos folclóricos foram relatados por Geraldo Tartaruga a outro grupo de ouvintes que divertiam-se com as suas estórias.

Foto: Mauricio Bernardo





Geraldo Tartaruga divertiu o público com os contos folclóricos


Foi a minha oportunidade de conhecer um pouco da história de São Luiz do Paraitinga, como a cidade ficou devastada pela chuva no início do ano, a luta dos cidadão luizienses pela reconstrução da cidade, a solidariedade dos brasileiros, principalmente dos paulistanos, neste epsódio triste de Paraitinga e principalmente a cultura popular que, como disse Ditão Vigilio: “ A cultura popular está perdendo espaço para a tecnologia e para a internet. As crianças hoje conhecem palavras difíceis da internet e não sabem nada da nossa cultura popular”.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Maria Alves entrevista Mauricio Bernardo

Mauricio Bernardo é estudante da Estácio Uniradial, cursando o 7º. Semestre de jornalismo.

Maria Alves – Bom dia Mauricio. Obrigado por me conceder esta entrevista.
Fale-me a sua opinião sobre a participação do Brasil na Copa da África. Quais os benefícios que podem trazer ao nosso país?

Mauricio – Bom dia Maria. Em primeiro lugar vamos falar no setor esportivo. A Seleção Brasileira tem um prestígio mundial no futebol. Na África a nossa seleção é muito querida, em todo continente africano há torcedores da seleção verde e amarelo. Quando foi confirmada a África do Sul como sede da Copa de 2010, entre a população africana houve uma euforia muito grande com referência à nossa presença no continente, os nossos jogadores são muito queridos e admirados na África.
Agora há também outros aspectos a serem analisados. As relações políticas, os setores industriais e econômicos também são beneficiados. Para você ter uma idéia o Brasil enviou uma delegação de empresários e representantes dos segmentos alimentícios, agronegócios, cosméticos e têxteis, com o intuito de aumentar o comércio e os investimentos entre as duas nações. O Brasil já exporta para a África; calçados, carnes bovinas, higiene pessoal e cosmético.
Outro fato que mostra os benefícios no relacionamento do Brasil e África foi o Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa que incluiu oito nações africanas de língua portuguesa, que até o encontro anterior o evento se restringia apenas ao relacionamento Brasil e Portugal.
Como você pode ver Maria, um simples evento esportivo, traz muitos benefícios não só para o país sede como também para os países que estarão presentes. Eu espero ter ajudado no seu trabalho.

Maria Alves – Ajudou sim, mais uma vez eu agradeço a sua colaboração que me foi muito útil.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O INFORMANTE

Resenha do filme
O INFORMANTE

Produção – EUA 1999
Direção – Michael Mann

Elenco:
Al Pacino, Russell Crowe, Christopher Plummer, Diane Venora , Philip Baker Hall, Lindsay Crouse, Debi Mazar, Colm Feore, Bruce McGill, Gina Gershon

Por Mauricio Bernardo

É um filme baseado em fatos reais sobre os danos do cigarro aos fumantes.Ele conta a história de Lowell Bergman, produtor do programa 60 minutes da rede televisão CBS, e do cientista Jeffrey Wigand, ex-pesquisador da empresa de tabaco Brown & Williamson. Na década de 90, os cigarros estavam na moda e as grandes marcas investiam muito em propagandas nos cinemas. Naquela época se estudavam os malefícios que a nicotina causava nos fumante. Mas o que se denuncia no filme não é a dependência do cigarro, e sim a manipulação da indústria de tabaco garantindo essa dependência, para manter um bom número de clientes.

Em 1993, Jeffrey Wigand, cientista e alto executivo da Brown & Williamson é demitido do emprego. Ao se despedir ele faz um pacto de sigilo, que o proíbe de revelar os segredos do seu ramo. Essas informações são preciosas para a saúde pública, mas também muito valiosas para este setor industrial. Entra em cena Lowell Bergman, produtor do programa “60 Minutes” da CBS.

Ao contrário do que mostra em Todos os Homens do Presidente, Bergman não o respaldo necessário, do produtor executivo do programa Don Hewitt, nem do âncora Mike Wallace. Como eu já tinha comentado em Todos os Homens do Presidente, os profissionais da comunicação são impedidos de exercerem suas funções, honrando o compromisso com a ética e a verdade por inúmeros motivos, inclusive a filosofia da empresa jornalística para a qual trabalha. Foi o que aconteceu com Bergman, porém ele não se cala e começa a denunciar também a CBS por não querer mostrar a verdade ao seu público, com medo das ameaças da indústria de tabaco.

Novamente encontramos nesta trama a figura importante da fonte. Em Todos os Homens do Presidente eu destaquei a relação de confiança entre o jornalista e sua fonte. A confiança é essencial e indispensável na relação entre fonte, jornalista e empresa. Toda produção jornalística tem sua fonte, onde o jornalista bebe a mais pura água. É essa água pura, transparente e confiável, que dá qualidade e veracidade, em prol da credibilidade de sua matéria.

Com muita luta e garra, Bergman consegue entrevistar Wigand em seu programa, denunciando como a indústria do tabaco manipulava os componentes do cigarro. Após a entrevista Bergman se demite da CBS, pois como jornalista compromissado com a ética e a verdade, não aceitava trabalhar aos moldes da empresa, principalmente não dando segurança à fonte de transmitir os seus depoimentos.

Casos como o exibido no filme O Informante, onde o poder capitalista tenta calar a boca da imprensa, e o caso da censura ao jornal O ESTADO DE S. PAULO, levam-me a questionar sobre a liberdade de imprensa e o direito da sociedade de ser bem informada.

TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE

Resenha do filme
TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE

Título original: All the President’s Men
Produção: EUA 1976
Direção: Alan J. Pakula
Elenco principal: Dustin Hoffman, Robert Redford, Jason Robards, Jack Warden, Martin Balsam

Por Mauricio Bernardo

Este é um filme que eu assisto diversas vezes sem cansar. O seu roteiro é muito bom e prende a atenção do expectador. Ele mostra o jornalismo investigativo, da maneira que deve ser, sem manipulações. Trata da investigação do Caso Watergate, ocorrido nos EUA em 1972, e que derrubou o presidente Richard Nixon.
Um jornalismo comprometido com a verdade tem que ter alguém de retaguarda no escalão maior da empresa, para dar apoio. É o que acontece com o repórter Bob do jornal The Washington Post, que chama o jornalista Carl para trabalhar com ele. Com o apoio do seu editor Bob vai fundo nas suas investigações. Ver os dois trabalhando nos dá incentivo de seguir a profissão, o difícil é encontrar um local de trabalho que dê apoio, principalmente aqui no Brasil. Repórteres correm atrás de um furo de reportagem, quando chegam na redação, a sua matéria é vetada como impublicável, seja pelos envolvidos no caso, ou pela filosofia da empresa em que trabalham.

Outro detalhe jornalístico que se deve atentar no filme é o sigilo da fonte. Mesmo sob pressão a identidade da fonte não é revelada. Um jornalista que revela a fonte perde credibilidade perante as fontes, não conseguirá mais obter informações sigilosas de ninguém, pois as fontes sabem que trabalhar com aquele jornalista é o mesmo que colocar sua cabeça na forca.
Bob cumpriu a promessa de nunca revelar quem era o seu informante. O próprio Garganta Profunda, como era conhecido a fonte de Bob, revelou a sua identidade à imprensa em maio de 2005.

O jornalismo de Bob e Carl é o que aprendemos nas universidades, sério e ético, mas não é o praticado pelas empresas de comunicação. Inúmeros motivos impedem o jornalista brasileiro a honrar o seu compromisso com a verdade e a ética jornalística. Hoje as informações são veiculadas de acordo com estilo do jornal ou de seu editor chefe. Antes de serem exibidas, as matérias passam por um “salão de beleza” onde são maquiadas para chegarem ao público mais bonita, não causando impacto à sociedade pelo peso real do fato.

O filme Todos os Homens do Presidente nos faz refletir a atualidade no jornalismo, assim sendo, se torna um útil objeto de estudo para nós alunos de jornalismo.

CIDADÃO KANE x CHATEAUBRIAND

Resenha do filme:
CIDADÃO KANE

Ficha Técnica:
Título Original: Citizen Kane
Gênero: Drama
Duração: 119 min.
Ano: EUA - 1941
Distribuidora: RKO Radio Pictures Inc.
Direção: Orson Welles
Roteiro: Herman J. Mankiewicz e Orson Welles


Por Mauricio Bernardo

O filme Cidadão Kane, o personagem Charles Foster Kane é baseado na vida do magnata das comunicações William Randolph Hearst, um grego nascido e criado em berço de ouro que herdou um jornal, o qual fez crescer com manobras de noticias forjadas e críticas ao governo. As vendas de seu jornal aumentavam, pois todos queriam saber as novidades que ocorriam na cidade. Construiu assim um império. O filme tem uma história interessante, entretanto em alguns momentos ele se torna cansativo.
Muitos identificam o magnata da Rede Globo, Roberto Marinho com o Charles Foster. Depois de assistir algumas vezes, devido ao seu comportamento autoritário, com seus desmandos e o relacionamento com as mulheres, eu o identifico com outro magnata da comunicação brasileira; Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira, conhecido como Assis Chateaubriand, ou simplesmente Chatô. Assim como Kane, Chateaubriand era um visionário de origem humilde. Quando assumiu O JORNAL no Rio de Janeiro em 1924, o transformou num império jornalístico – OS DIÁRIOS ASSOCIADOS, com 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 canais de televisão, uma agência de notícias, a revista O Cruzeiro, a revista A Cigarra, e uma editora. No Brasil foi o pioneiro da televisão, com a criação da TV Tupi em 1950.

Charles Foster se interessava por política, só não conseguiu ser eleito devido o seu envolvimento com uma cantora de Cabaré. Chatô em 1952 foi eleito senador pela Paraíba e, em 1955, pelo Maranhão. Os dois gostavam de se relacionar com mulheres bonitas. Chatô quando queria uma mulher, conseguia a qualquer preço.

Chateaubriand morreu em 1968 e foi velado ao lado de duas pinturas: um cardeal de Velásquez e um nu de Renoir, simbolizando, segundo Bardi, as três coisas que mais amou: o poder, a arte e a mulher.

UM DIA NO MUSEU AFRO BRASIL

Por Mauricio Bernardo

Eu havia reservado este domingo para as minhas atividades complementares. Sai com minha esposa que também precisa fazer atividades complementares para a sua faculdade. Tínhamos vários museus como opção de visitas e custo baixo, foi quando lembramos que o Museu Afro Brasil tem suas portas abertas a visitantes com entrada gratuita. Para lá nos encaminhamos, foi a melhor opção. Para nossa surpresa o museu estava recebendo o seu curador, criador, diretor; o artista plástico Sr. Emanoel Alves de Araujo. Emanoel Araujo é o proprietário de boa parte do acervo. Ele já organizou exposições com a temática afro no mundo inteiro. Uma de suas maiores intenções era ter, em São Paulo, um espaço artístico permanente e aberto a todos para discutir a afrobrasilidade. O Museu Afro Brasil existe desde 2004, quando foi criado, por decreto, pela ex-prefeita Marta Suplicy. Em agosto de 2005 tornou-se uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público e deixou de ser administrado pela Secretaria Municipal de Cultura. O museu tem 11 mil m² e cerca de 4.500 obras expostas. Além do acervo fixo, periodicamente são feitas exposições temporárias com espaço para artistas do mundo inteiro.
Quando entramos no museu temos a imprensão que iremos encontrar apenas peças referente à religiosidade africana. Quando adentramos nas salas outras obras, pinturas, e joias de personalidades de um Brasil de outrora podem serem vistas. As salas são denominadas de acordo com o tema da exposição como: África, Trabalho e Escravidão, O Sagrado e o Profano, Religiosidade Afro-Brasileira, História e Memória e Arte.
O preconceito cultural ainda é uma barreira para se transpor, conta Daniele, a educadora do museu que nos acompanhou. Muitos que aqui vem, pincipalmente escolas, pedem para pular a parte de religiosidade, com receio das reações de alguns estudantes e professores ao passarem pelas vestimentas e adornos usados no candomblé e que fazem parte do acervo. O papel do educador é desconstruir essas coisas que estão na cabeça das pessoas.
Fomos apresentados ao artista plastico que visitava o museu junto com uma comitiva de visitantes estrangeiros e jornalistas. Atencioso e simpático nos incluiu ao seu grupo. Perguntei-lhe quanto ao inicio do museu e quantas obras compunha o acervo inicial.
“Bom no começo, iniciamos com cerca de duas mil obras de minha propriedade. Depois outros artistas foram deixando as suas contribuições. Hoje estamos com mais de quatro mil obras expostas de diversos artistas e algumas de artistas anônimos que foram doadas por colaboradores”.
Emanoel Araujo pediu licença e foi dar atenção ao grupo visitante, enquanto isso nós deleitávamos do ambiente festivo, saboreando os canapés, refrigerantes, champanhes e acarajés feitos na hora pela “Rainha do Acarajé”, como era apresentada a todos, não revelando o seu nome verdadeiro.
Foi uma manhã bem proveitosa, onde tive a oportunidade de conhecer o museu, seu diretor e ainda atuar como jornalista, fazendo uma entrevista com Emanoel Araujo.



Museu Afro Brasil
Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº - Pavilhão Manoel da Nóbrega
Parque do Ibirapuera, Portão 10
Horário de funcionamento: das 10h às 17h (o museu não abre às segundas-feiras)
Telefones: 5579-8542 / 5579-7716 / 5579-6399

Projeto Social dá assistência à população carente

Projeto Cora Garrido, um exemplo de iniciativa a inclusão social.

Por Mauricio Bernardo



Numa sociedade desigual e egoísta, onde uns tem muito, alguns tem pouco, outros tem o mínimo, e muitos não tem nada, encontramos pessoas de iniciativa, que com o mínimo que possui procuram dar melhores condições aos que nada tem.

Garantias ao cidadão
A Constituição Brasileira garante ao cidadão moradia, educação, saúde e lazer dentre outros direitos que lhe são conferidos, porém o que vivemos é outra realidade. Algumas repartições do governo com programas assistenciais mal elaborados deixam a população insatisfeita com suas atuações. Para preencher estas lacunas temos os projetos sociais com iniciativas de acolher moradores de ruas, dependentes químicos e infância abandonada.

Idéia
Foi com esse desejo e amor ao próximo que surgiu o Projeto Cora Garrido. A idéia nasceu em 2005, com uma proposta; atender crianças carentes, pessoas que não tinham condições e moradores de rua. Nilson Garrido na época trabalhava de segurança no vale do Anhagabaú, no pólo de vendas que havia, e presenciava esta realidade que muitos ignoram. Convidou então a senhora Cora Garrido para compartilhar da sua idéia, dividir os objetivos, fazer parte da diretoria, e montar ali uma estrutura oficial, para dar assistência a essas pessoas, passar um pouco de suas experiências de vida, preparando-os para o convívio social. Montou um ringue, e começou atender crianças que ali freqüentavam.

Dr. André Matarazzo apóia o projeto
Mal interpretado pelo poder público, Garrido foi preso. O Dr. André Matarazzo, então secretário de todas as prefeituras, conhecedor dos objetivos e das propostas de trabalho do projeto, prometeu providenciar um espaço para as atividades. Foi oferecido o espaço embaixo do Viaduto do Café, onde em 14 de janeiro de 2006 deu inicio oficial ao projeto.

Serviços prestados
Em três meses foram cadastradas 1800 pessoas consideradas de alto risco social, marginalizadas e abandonadas. Estas pessoas vêm voluntariamente, não são obrigadas, elas buscam socorro. Ali passam por um período de adaptação, relacionamentos com outras pessoas, recebem noções de cidadania e aprendizado social. Aprendem a ter disciplina, obedecer a horário e ter noções de higiene. Depois deste período essas pessoas buscam auxilio dentro do próprio projeto, para voltar às suas cidades de origem, serem reintegrados ao seio da família e serem encaminhados a empregos, tendo assim uma nova oportunidade de viver em sociedade.

Sucesso
O idealismo de Garrido cresceu, despertando atenções da mídia, governo, fotógrafos independentes, faculdades e repórteres do mundo inteiro. No projeto há uma biblioteca, equipamentos de academia esportiva, pista de bicicross, televisores, todos os materiais foram doados por pessoas de boa vontade, porém essas doações chegam em condições precárias e ainda não são suficiente.

Treino, disciplina e sucesso
Garrido é ex-pugilista e procura passar para a juventude os seus conhecimentos e suas experiências no ringue. Crianças que tomam conhecimento do boxe no projeto procuram o professor e dele recebem informações e orientações, principalmente sobre disciplina. O boxe não é para brigar nas ruas, sair dando bordoada em todo mundo. É um esporte de respeito e controle. Os interessados em seguir a carreira de pugilista, recebem gratuitamente aulas e treinamentos e são encaminhados às lutas oficiais. O projeto orgulha-se de ter saído dali campeões, como por exemplo, Fabio Garrido Campeão Brasileiro e Sul Americano na categoria meio pesado e Tri Campeão Paulista pela FPB – Federação Paulista de Boxe e LPBP – Liga Paulista de Boxe Profissional e o mineiro Welson Alves de Oliveira, conhecido como Jack Welson, que conquistou o título de Campeão Mercosul da categoria meio médios. Fábio hoje faz parte do projeto, treinando e preparando os jovens para o futuro no boxe.

Futuras Revelações do Projeto
Outras promessas estão surgindo, é o caso de Rebeca Maria da Silva que gosta de boxe, entrou no projeto e está treinando com afinco e Carlos “Balboa” Miranda, garoto de treze anos que brigou com o pai para poder freqüentar o projeto social.

Concorrência desleal
Iniciativas como o Projeto Cora Garrido merecem não só o nosso respeito e admiração, mas também deveriam ser vistos pelos nossos governantes com olhos de parceiros, que ajudam população carente e marginalizada a serem resgatadas, moral e psicologicamente, dando condições para que vivam dignamente na sociedade. Incentivos e apoios tinham que ser prioridades, por parte dos órgãos públicos, a ações como estas e não concorrer com elas como acontece atualmente. No viaduto Alcântara Machado está sendo construído um complexo com quadras e pistas para skates e bicicross, ao lado do Projeto Cora Garrido, em parte do espaço a ele cedido, quando na realidade a prefeitura deveria dar apoio e recursos para melhorar a infra-estrutura do projeto.

Perseverança
Firmes nos seus ideais em recuperar, orientar e encaminhar uma população carente e esquecida pelas autoridades, Nilson Garrido, considerado como o Louco do Viaduto, Cora Garrido e Fabio Garrido, lutam com garra, usando o esporte como meio de atração e motivação para a inclusão social, oferecendo a ela condições para uma vida íntegra e sem medos.